Pa-kua no Parque, uma iniciativa que deu certo

O conhecimento milenar Pa-kua estuda as oito mutações dentro de qualquer área do desenvolvimento humano. Para o seu estudo, o discípulo pode optar por várias aplicações do conhecimento de acordo com as suas necessidades e interesses.
Apesar de pouco divulgado, é um esporte que tem atraído muitos adeptos. Em Curitiba, existem sete academias que ensinam esta arte chinesa: no Água Verde, Hugo Lange, Batel, Centro, Mercês, Bacacheri e Juvevê.
Foi passando em frente de uma destas academias que o engenheiro da computação, Felipe Heuer, passou a se interessar por esta arte. “Eu sempre passava em frente à academia, até que um dia eu parei no sinal e recebi um panfleto e há muito tempo eu tinha vontade de praticar ioga, então decidi ir conhecer o local. É costume a academia oferecer a primeira aula gratuita e eu fui praticando todas as modalidades e me interessando por elas. A primeira que eu experimentei foi ioga e, no dia seguinte, me matriculei”, comenta.

Entretanto, Felipe já tinha ouvido falar do esporte, pois o seu irmão já havia comentando, mas não a conhecia pessoalmente.
Depois de ter iniciado as aulas, ele passou a sentir melhoras no que diz respeito ao condicionamento físico e à qualidade de vida. “Minha ideia inicial, quando comecei a praticar, era melhorar meu condicionamento físico e, principalmente, perder peso, pois eu estava 13 kg acima do meu peso ideal. Eu sempre joguei futebol, mas já não estava mais sendo o suficiente. A partir do momento que comecei a praticar o PaKua, senti melhoras, principalmente na minha concentração, no relacionamento social, enfim, tudo mudou para melhor”, ressalta Felipe.

Praticante do esporte há pouco mais de dois anos, o engenheiro, além de suas atividades normais, dá aulas. “Na escola, quando chega no meio da graduação, mais especificamente na faixa cinza, estamos aptos a dar aulas com acompanhamento do mestre. Somos incentivados a fazer isso, ninguém é obrigado, mas faz parte de nosso aprendizado. Eu me senti feliz, senti muitas mudanças boas em mim, depois que comecei a praticar, então achei que seria interessante começar a ensinar, para passar para outras pessoas. Eu dava aula em outra escola, atualmente só na sede do Juvevê”, explica.

Além das aulas na academia, acontece, uma vez por mês, as aulas no parque. “Eu tive a ideia de praticar o Pakua no parque, juntamente com o meu irmão, pois eu sentia a necessidade de executar as atividades em um lugar diferente. E praticar ao ar livre, aos olhares de outras pessoas, além de divulgar o esporte, também é uma forma de melhorar a concentração. Antes, eu e meu irmão treinávamos em casa, e então veio a ideia do parque. Nas aulas regulares, da academia, nós fizemos algumas fases na praça, aqui perto e isso me deixava animado, feliz, então comentei com o mestre sobre a prática ao ar livre e ele apoio. Ele acompanha, mas quem dá as aulas somos nós”, relata Felipe.

As aulas podem ser praticadas por quem tiver interesse. “As aulas acontecem uma vez por mês, em um domingo, das 9 às 11h. Nós procuramos passar as oito modalidades existentes. A cada vez são executadas duas delas. Na primeira hora fazemos as atividades de modalidade interna, sintonia ou de cosmodinâmica. Na segunda hora, as atividades são mais dinâmicas, artes marciais, arma de corte ou acrobacia”, destaca.
As aulas são revezadas entre três parques: Barigui, São Lourenço e Jardim Botânico. A próxima aula acontecerá no dia 12 de junho, no Jardim Botânico, das 09h às 11h.

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