A história do Pa-kua no Brasil

Apesar de ser um conhecimento muito antigo, o Pa-kua, é relativamente novo em nosso país. Trazido por mestres da Argentina, o esporte foi se difundindo e ganhando seu espaço.
Praticante do esporte há 22 anos e morando no Brasil há 16, o mestre em Pa-kua Fernando Martin Sandri, comenta que sempre se interessou por esportes diferentes. Mas, foi por meio do convite de um amigo que entrou em contato com esta modalidade. “Um amigo meu praticava o Pa-kua e ele já estava em um nível avançando, o que o permitia dar aulas. Ele pediu para mim e para outros amigos para montarmos um grupo e, depois que eu comecei, nunca mais parei”, comenta.
Entretanto, o Pa-kua não é um esporte competitivo, o que é um grande diferencial. “Na verdade se trata de uma escola de conhecimentos orientais e o esporte é uma ferramenta de trabalho, ou seja, é uma das formas de transmitir estes ensinamentos” ressalta Fernando.

A modalidade foi trazida para o Brasil há duas décadas, iniciando por São Paulo e Florianópolis. “A difusão do esporte foi acontecendo de forma natural e foi dando certo. Hoje, contamos com 16 cidades no Brasil que possuem locais especializados para os ensinamentos de Pa-kua”, destaca o mestre.

Porém, não foi tão fácil assim implementar esta modalidade em nosso país. “As dificuldades foram aparecendo, a primeira delas foi a falta de apoio. Para exemplificar, fomos para a Itália, para difundir por lá os ensinamentos de Pa-kua, mestres formados aqui, decidiram tentar a vida na Europa e levaram os seus conhecimentos para dividir com outras pessoas. Na Espanha, na Alemanha, a Suíça, na Itália e em Portugal a aceitação do esporte foi muito boa. Na Itália, o governo local e do próprio país apoiaram a idéia. Ajudaram financeiramente, pois contam com recursos para o incentivo ao esporte, diferente do Brasil. Outra dificuldade pela qual passamos foi a de quase ter que encerrar nossas atividades, por questões legais. O recentemente conformado Conselho de Educação Física acreditou naquela época que era função deles fiscalizar a dança e as artes marciais no país. E é fundamental no Pa-kua o ensinar e o aprender, ou seja, quando estão em um nível avançando nossos alunos são incentivados e ensinar, pois faz parte de nossa filosofia e, de acordo com os preceitos do conselho, quem não tivesse formação, não poderia dar aula. Nós entramos na justiça e ganhamos em primeira e segunda instância. Junto conosco, outras organizações tiveram, que tomar decisões drásticas e buscaram regularizar suas funções”, explica.

Por outro lado, o Pa-kua foi muito bem aceito no Brasil, principalmente pelo fato de trabalhar diferentes disciplinas. “Os ensinamentos de Pa-kua envolvem ioga, espada, reflexologia, Pa-kua ritmo musical, arquearia, enfim, são modalidades muito diferentes e nosso objetivo é oferecer atividades para diferentes públicos e ensinar de acordo com as necessidades de cada um, principalmente no que diz respeito à educação e à formação do caráter das pessoas”, comenta Fernando.

E, trabalhando diferentes áreas, os benefícios que esta modalidade traz são muitos. “No que diz respeito à saúde, é fundamental, pois trabalhamos com o lado terapêutico e com a prevenção de doenças. Os chineses inventaram estudos que, ao longo do tempo, ajudam a encontrar a harmonia do corpo. Além, de tudo, é indicado para todas as idades, desde as crianças até os idosos. Nós preservamos a prática do bem-estar permanente. O objetivo é encontrar o equilíbrio entre corpo e mente”, finaliza.

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