Jiu-jitsu: uma arte marcial que se aprende na prática e na teoria

Segundo alguns historiadores o Jiu-jitsu ou “Arte Suave”, nasceu na Índia e era praticado por monges budistas. Preocupados com a auto defesa, os monges desenvolveram uma técnica baseada nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas, evitando o uso da força e de armas. Com a expansão do budismo, esta arte marcial percorreu o Sudeste asiático, a China e, finalmente, chegou ao Japão, onde se desenvolveu e popularizou-se.

Com o passar dos anos, esta luta passou por algumas transformações, que se deram aqui no Brasil, e o autor dessas modificações foi Hélio Gracie.
Ao modificar as regras internacionais do jiu-jitsu japonês nas lutas que ele e os irmãos realizavam, Gracie iniciou o primeiro caso de mudança de nacionalidade de uma luta, ou esporte, na história esportiva mundial. Anos depois, a arte marcial japonesa passou a ser denominada de jiu-jitsu brasileiro, sendo exportada para o mundo todo, inclusive para o Japão.

Mas este é apenas um resumo deste esporte tão intenso e tão cheio de histórias. Na década de 1990, quando o UFC ganhou espaço e começou a ser divulgado, Royce Gracie, um praticante da arte brasileiro, passou a se destacar, principalmente pelo fato de vencer pessoas maiores do que ele e foi este um dos motivos que levou o médico Marcio Martins Vidor, na época ainda estudante, a se interessar por este esporte. Outro detalhe foi o fato de, em um campeonato com lutas mistas, o jiu-jitsu sempre ser o vencedor. Então, durante a graduação de medicina decidiu começar a treinar em Santa Maria, onde cursou e se formou.

Além de praticar o esporte, Marcio demonstra um enorme conhecimento e uma paixão pela luta. E sendo assim, mesmo com a vida corrida, ele sempre encontra um momento para treinar. “Meus treinos são em diversos horários, sempre que tenho folga. Ele é dividido da seguinte forma: tem a duração de uma hora a uma hora e meia, dividido em treinamento físico com exercícios e alongamentos. Depois tem-se uma parte técnica e por fim o mais aguardado,  o ‘rola’, que é a luta em si. Normalmente em competições a luta começa em pé e depois segue no chão, mas nas aulas, na maioria das vezes os rolas começam direto no chão. É importante ressaltar que o jiu-jitsu é praticado de quimono, semelhante ao judô, não sendo permitidos socos, pontapés, enfim golpes traumáticos com membros superiores e inferiores. A vitória vem da submissão do adversário com estrangulamentos ou golpes chamados chaves que imobilizam e causam desconforto ao oponente, obrigando-o a desistir. A luta nos treinamentos tem um tempo definido pelo professor, onde podem ocorrer ou não várias finalizações (golpe preciso que obriga o adversário a render-se) ou rendições caracterizada por 3 ‘tapinhas’ – render-se é igual a bater ”, explica.

Marcio conta que até, mais ou menos, há  quatro anos os campeonatos de jiu-jitsu eram amadores. “Atualmente os campeonatos têm prêmios em dinheiro, mas nem sempre foi assim. Passou a ser reconhecido quando um sheik árabe, disfarçado de segurança e seu segurança, começaram a treinar jiu-jitsu nos Estados Unidos. A paixão pelo esporte foi tanta, que após um período de treinamento, confessou ao seu professor que tratava-se do Sheik Tahnoon Bin Zayed Al-Nay Nan, e que patrocinaria o torneio e premiaria os vencedores em um campeonato de jiu-jitsu sem quimono em seu país, os Emirados Árabes Unidos. Assim surgiu o ADCC – Abu Dhabi Combat Club, com premiação em dinheiro e seletivas no mundo inteinro, onde os campeões ganham passagem e estadia nos Emirados para competirem. Mais recentemente teve inicio o Abu Dhabi Pro – World Professional Jiu-jitsu Cup, onde fui assistir a primeira seletiva da America Latina e Porto Alegre em 2009, sendo que as finais foram em Abu Dhabi com a presença do Xeique que recebeu a faixa preta por todo o incentivo dado ao esporte e patrocinou a ida, estadia e a premiação dada aos atletas”, conta.

Fora isso, o esporte passou a ser disciplina escolar e a ser obrigatória no treinamento das forças armadas de seu país.Pois um de seus filhos viciado em vídeo game depois de iniciar os treinamentos de jiu-jitsu abandonou os jogos eletrônicos dedicando-se a Arte Suave, fato que impressionou de maneira positiva o xeique. Com isso, muitos brasileiros estão indo para os Emirados Árabes para dar aulas e treinar”, conta.

Além de ser entendedor da história, Marcio se destaca no esporte na prática. Ele já foi campeão paranaense em outras categorias e faixas, em 2009 foi vice-campeão no Campeonato Internacional de Masters e Seniors na faixa roxa, Campeão Brasileiro sem Kimono de jiu-jitsu, roxa, categoria super pesado, em 2010 foi vice-campeão brasileiro da faixa marrom da categoria máster, de 30 a 35 anos em sua primeira competição na nova faixa.

Porém, a vida de um médico é uma corrida, dividida em plantões, cirurgias e atendimentos. Entretanto, Marcio afirma que sempre tem espaço para o jiu-jitsu. “Para fazer parte da minha família é preciso saber e aceitar que eu gosto de esportes. Eu treino de duas a três vezes na semana. Já treinei outras modalidades, já pulei de pára-quedas, já fiz escalada, enfim, eu gosto de desafios e gosto de falar sobre isso. Mas, isso nunca me impediu de fazer bem o meu trabalho. Nunca deixei de operar por conta de uma luta, nunca me lesionei de forma que precisasse ficar afastado das minhas atividades profissionais. Acredito que o esporte e a medicina se complementam”, ressalta.

De acordo com Marcio, praticar um esporte onde é possível descarregar o estresse do dia a dia é indispensável, renova, faz sentir-me bem. “A minha válvula de escape é chegar no treino e descarregar toda a tensão de um dia inteiro de trabalho. E ao final das aulas, eu sempre saio de alma lavada. É o meu momento de me desligar do mundo e praticar algo que gosto. Sem contar que é uma ótima forma de socializar-se, de fazer amizades e de conhecer outros profissionais fora do ambiente hospitalar,pessoas muito diferentes daquelas que estamos acostumados a conviver. Além de ser um esporte democrático”, destaca.

Mas, para poder praticar jiu-jitsu é imprescindível ter uma alimentação saudável, pois é a partir dela que o atleta terá um bom rendimento. A preocupação com o corpo é muito importante. “Nós precisamos nos alimentar corretamente, em muitos casos precisamos de suplementação alimentar para melhorarmos nosso rendimento, precisamos estar no peso certo sempre, para que possamos participar das competições o que nos obriga a praticarmos outras atividades como a musculação e a corrida, por exemplo. Temos um desgaste físico e psicológico bem intenso, por isso é preciso ter uma boa cabeça para se dedicar a este esporte”, ressalta. Essa regra é valida para quem quer competir,  mas para aqueles que querem ter um esporte para praticar lembro o Mestre Hélio Gracie, falando sobre treinamento e combate real em seu livro: “Minha idéia é desencorajá-lo a contar com seu atributos físicos – tais como força, velocidade ou coordenação. Não se esqueça de que não imorta quão forte, veloz ou coordenado você seja, sempre existe alguém mais forte, maisrápido e mais coordenado. Essa constatação motivou-me a continuar refinando a técnica para que eu, com apenas 63 quilos, pudesse me defender com eficiência contra qualquer adversário.”


Assim, para aqueles que acham que jiu-jitsu é exclusividade de modelados de academia, engana-se, o princípio é tornar o mais fraco apto a vencer o mais forte com conhecimento e refino de técnica. Praticando este esporte e adotando sua filosofia, surgirá uma ótima oportunidade para uma mudança de estilo de vida, com exercícios e uma dieta mais saudável, além do aprimoramento internior.

Para quem tem interesse em começar a praticar o jiu-jitsu, Marcio deixa algumas dicas: “Os que quiserem saber sobre as regras, ver fotos e sobre as competições, podem entrar no site da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (www.cbjj.com.br). Sobre campeonatos profissionais, é possível obter informações no site da UAE Jiu-Jitsu (www.uaejj.com) ou na página da Abu Dhabi Pro (www.abudhabipro.com.br). Os que querem treinar aqui em Curitiba recomendo a Academia Arena”.

Para entender o que é uma luta de jiu-jitsu em campeonato sugiro assitir http://www.youtube.com/watch?v=DZdDh_yQVSU diferente do MMA – Mixed Martial Arts em (luta clássica) http://www.youtube.com/watch?v=tL7KgdVU5Gc onde o jiu-jitsu é utilizado mas com outro enfoque e treinamento.

Serviço:

Arena Online – www.arenaonline.com.br

Mestre Gurgel – 5º Grau da faixa preta

Telefone: 3263-4277

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