Série Paradesporto: Petra

Criada em 1989 na Dinamarca, a Petra é praticada desde 2009 no Brasil. Uma parceria entre a ANDE, CPB e AETERJ, fez com que o esporte viesse a ser exercido no país. Uma equipe de profissionais da AETERJ foi a pioneira, em Belém. É uma modalidade dinâmica e veloz. É uma opção a mais para os atletas com paralisia cerebral.
O Race Running, como é chamado no exterior, é uma modalidade do atletismo onde os atletas correm com os seus próprios pés, apoiando-se a uma armação com três rodas anexadas a um suporte para o seu corpo. O corredor tem o apoio de um assento e de um suporte para tronco e o guidão é utilizado para direcionar.
Os atletas da Petra são classificados entre três diferentes classes: CP1, CP2 e CP3, sendo três o grau de menor gravidade.
A CPISRA é a entidade que organiza o esporte em âmbito internacional e realizou um campeonato mundial em 2009, na Dinamarca. O Brasil e mais seis países estiveram presentes. Os atletas nacionais conseguiram um incrível desempenho, conquistando sete medalhas de ouro.
Dentre os atletas de nosso país, está Lorena Koenig, de Curitiba, que teve paralisia nas funções motoras. Mas, antes de praticar Petra, a atleta jogava bocha adaptada. Após ser apresentada à nova modalidade e perceber que tinha chances, decidiu se dedicar a este esporte. “Eu e minha família gostamos da ideia e no final de 2009, meu pai pegou o modelo emprestado de atletas cariocas, comprou as ferragens e fez um equipamento para mim”, conta.

Lorena treina duas vezes por semana, mas, quando está perto de um campeonato, os treinos passam a acontecer todos os dias. Os treinos acontecem na Universidade Positivo. “Nos primeiro treinos eu sentia muitas dores, ficava sem ar, doía muito ficar no selim e, às vezes, eu me machucava. Além das dores musculares, havia dias em que um parafuso roçava minha pele, o que me feria. Com o passar do tempo, foram feitos ajustes na petra e eu me apaixonei pelo esporte”, ressalta.

As dificuldades em se praticar um esporte pouco divulgado, são muitas. “Não temos patrocínio para competir, não temos apoio de ninguém. Este ano, a Lei de Incentivo liberou uma verba que, infelizmente, não foi o suficiente”, explica Lorena.

No ano passado, a atleta participou do mundial em Kopenhagen e trouxe três medalhas, duas de prata e uma de bronze.

“O esporte é muito bom, é um objetivo que encontrei na minha vida. Além de me ajudar muito nos movimentos, na respiração, enfim, em tudo”, comenta.

Lorena é formada em pedagogia e fez pós-graduação em neuro-psicologia.

Fonte: JUDECRI

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