Série Paradesporto: Atletismo

O atletismo faz parte dos Jogos Paraolímpicos desde 1960, realizados na cidade de Roma. Já na 1ª edição, as provas contaram com a participação de homens e mulheres com os mais diversos tipos de comprometimentos físicos.
Desde a sua criação, os Jogos Paraolímpicos tornaram-se referência de superação e conquistas, atraindo um número cada vez maior de atletas e espectadores.
O avanço da tecnologia, a dedicação dos atletas ao esporte, o envolvimento de profissionais cada vez mais habilitados e o uso de implementos adequados como cadeira de rodas e próteses para deficientes físicos (ou o guia para deficientes visuais) são fatores que têm tornado realidade feitos esportivos até então inimagináveis para pessoas com necessidades especiais.
O atletismo para deficientes físicos inclui no seu programa provas como: 100m, 200m, 400m, 800m, 1.500m, 5.000m, 10.000m, 4 x 100m, 4 x 400m, lançamento do dardo, lançamento do disco, arremesso do peso, salto triplo, salto em distância, salto em altura, pentatlo e maratona. Estas provas são disputadas por pessoas com paralisia cerebral (PC), amputados, lesados medulares e les autres.
Nos Jogos Paraolímpicos de Atenas, em 2004, o atletismo foi representado por atletas de 107 países. O organismo administrativo internacional responsável pela sua organização é o Comitê Paraolímpico Internacional (IPC).

Nas Paraolimpíadas de 2008, em Pequim, a delegação de 189 atletas o Brasil contou com a maior participação em Jogos Paraolímpicos. Os grandes destaques desta competição foram: Lucas Prado (atletismo), Daniel Dias (Natação), André Brasil (natação) e Antônio Tenório (Judô).
Em Curitiba a prática das modalidades adaptadas é comum, dentre elas o atletismo. Um dos atletas que treina este esporte é Roselio Aparecido Pereira, mais conhecido como C&A. Sua deficiência se deu a partir de um erro médico. “Eu fui fazer uma cirurgia de menisco e os médicos erraram na dose da anestesia, o que resultou no comprometimento da medula. Isso foi em 2004”, conta.
No ano seguinte, conheceu a ADFP e o técnico Darlan França Ciesielski o convidou para praticar esportes. “É um estimulo para qualquer pessoa e, quando eu vi atletas que tinham condições piores que as minhas, praticando, foi um incentivo. Eu pratiquei basquete, tênis de mesa, tiro e atualmente estou no atletismo. Foi onde me encontrei, pois exige velocidade, força e muita dedicação”, ressalta C&A.

A capital paranaense, até 2007, não contava com nenhum representante desta modalidade. Mas, assim que Roselio iniciou as práticas, convidou um amigo, Eduardo França. Hoje, os dois são representantes de Curitiba. Participam de eventos e campeonatos. “Em março deste ano, participei do Circuito Loterias Caixa, onde ganhei ouro nos 400 m e bronze nos 1.500 m”, destaca Roselio.
Além do reconhecimento, o esporte trouxe melhoras na saúde e, principalmente, na motivação do atleta. “Eu passei a perceber que quando praticamos esporte, as pessoas ficam curiosas para nos conhecerem e saberem como praticamos a modalidade. O apoio e o carinho me fortalecem, conheci novos amigos e nunca desisti. Meus amigos estão sempre dedicando suas vitórias para mim”, finaliza C&A.

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