Esportes para deficientes físicos ganham espaço no Brasil

Em agosto aconteceu, em Curitiba, o Regional Sul de Vôlei Sentado e foi disputado pelas três únicas equipes do Sul: Curitiba, Paranaguá e Maringá. A vencedora foi a equipe Unilehu de Curitiba, pentacampeões do Regional Sul e campeões invictos há quatro anos.
O vôlei sentado não é um esporte tradicional na região Sul e ainda está crescendo, se solidificando nas cidades. É uma modalidade praticada por pessoas com deficiências físicas e as equipes são formadas por atletas, na maioria, amputados. “Hoje um atleta que quer praticar vôlei, precisa freqüentar os treinos para ser avaliado. A avaliação consiste em analisar se o atleta tem estatura adequada e o tipo de deficiência que possui, se é propício para a prática do vôlei. Caso ele não se encaixe, indicamos outras equipes para ele praticar a modalidade. Isso acontece, porque hoje o foco da equipe Unilehu é alto rendimento”, explica o atleta e também deficiente físico Sandro Colaço.
A Unilehu é uma instituição que promove a valorização da diversidade com ações inovadoras para inclusão, por meio de parcerias, buscando minimizar e/ou solucionar demandas sociais, por ter seu objetivo principal na inclusão social das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
“Há cinco anos apresentamos o projeto de vôlei sentado e a instituição assumiu o projeto em 2008. O esporte é ainda muito recente no Brasil, começou a ser praticado em 2003 e no Paraná apenas em 2005”, conta o atleta.

O voleibol sentado, a nível nacional, já é profissional. Por isso, segundo Sandro, um atleta que tenha interesse em entrar para a equipe, precisa passar por uma pré-avaliação para analisar o perfil e decidir se o atleta será ou não inserido ao contexto. Tudo isso, porque hoje a Unilehu é considerada a quarta melhor equipe do Brasil. “Estamos em quarto lugar há quatro anos e buscamos reconhecimento através do pódio. Hoje só estamos atrás das três principais equipes do Brasil, que já possuem um alto investimento no atleta. Aqui é diferente, os atletas treinam e se dedicam sem receber nada. Infelizmente o cenário nacional do voleibol ainda é um pouco grave, as equipes que têm condições acabam se favorecendo. O nosso melhor atleta, por exemplo, é medalhista de ouro do Parapan de 2007 e participou das paraolimpíadas de Pequim”, destaca.
Uma das grandes dificuldades dos profissionais desse esporte é relacionada aos gastos. Sandro Colaço explica que, todos os gastos referentes à competição, são custeados pela Unilehu: projetos da prefeitura, viagens e uniformes. Porém, gastos adicionais com combustível e material de treino, por exemplo, são custeados pelo próprio atleta. “Já tivemos algumas pequenas bolsas como a da Itaipu ano passado, mas apesar de alguns problemas, hoje a equipe conta com uma infra-estrutura maravilhosa composta por um técnico, um auxiliar, um staff, um fisioterapeuta e uma psicóloga do esporte”, ressalta.

Normalmente, os atletas treinam as terças e quintas, das 19h30 às 22h no Centro Tecnológico Positivo da Rua Alferes Ângelo Sampaio, 2300. Alguns exercícios são mais técnicos, como por exemplo, passes, saques, bloqueios, posicionamento e entrosamento. Além da preparação física, que foca o fortalecimento muscular, principalmente, os membros superiores, que são muito utilizados pelos profissionais do voleibol sentado. “Usamos borracha de extensão pra fortalecimento, fazemos exercícios aeróbicos, abdominais e alguns próprios para fazer a manutenção muscular. Não tem idade limite para se aposentar, no paradesporto enquanto estiver respirando, a pessoa pode competir”, explica Sandro.

Praticar esporte, em qualquer idade e em qualquer condição física, é importante tanto para melhorar a qualidade de vida, quanto para ocupar o corpo e a mente. “Luto pelo esporte para pessoas com deficiência, porque ele ajuda a trazer a auto-estima que fica abalada após um acidente e/ou trauma. Vou atrás de pessoas com esse perfil, avalio o tipo de deficiência e mostro um “leque” grande de opções de esportes que ela pode praticar, como: vôlei, basquete, esgrima, natação, bocha, halterofilismo, arco e flecha, tiro esportivo, entre outros. O que eu não aceito é uma pessoa com deficiência física dentro de casa. Precisamos tirar o deficiente do anonimato, dar mais oportunidades e, sobretudo, mostrar que somos iguais, temos os mesmos direitos e somos tão bons quanto àqueles que não têm deficiência”, finaliza o atleta.

Interesses ou Maiores informações: UNILEHU – UNIVERSIDADE LIVRE PARA A EFICIÊNCIA HUMANA – Rua Visconde do Rio Branco, 888 – Curitiba-PR – Telefone: (41) 3333- 6921 e (41) 3333-6464 ou Técnico Prof. Marcelo 8846-8241

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