Profissionais especializados em Paradesporto

Nos últimos anos, o paradesporto brasileiro está evoluindo e ganhando espaço entre as pessoas. Junto com essa nova modalidade no esporte, aparece também os profissionais especialistas nessa área, que requer maior atenção e cuidado ao lidar com os pacientes-atletas do paradesporto. A fisioterapeuta especializada em paradesporto, Maria de Fátima Fernandes Vara Sipoli, explica que as principais dificuldades encontradas no tratamento com pacientes que têm alguma deficiência física são: captação de recursos para treinamento/capacitação de acadêmicos e profissionais na área de paradesporto; recurso para contratação de equipe multidisciplinar em número suficiente para atender a demanda que existe; recursos para a compra de equipamentos/materiais esportivos específicos para cada modalidade; dificuldades de locomoção (por transportes públicos não adaptados) e adequações urbanas – para os paratletas. “O tratamento de fisioterapia com atletas com deficiência física é semelhante ao convencional, mas exige o conhecimento de fisioterapia esportiva aliado aos cuidados pertinentes à deficiência, além da necessidade do fisioterapeuta conhecer a modalidade”, completa.

Mundial de Petra na Dinamarca 2010

É importante destacar também, segundo Fátima, que o fisioterapeuta que trabalha com paradesporto deve conhecer as modalidades, pois para cada uma existe uma classificação funcional, possibilidades e riscos funcionais. “Um profissional capacitado, em uma equipe multidisciplinar contribui com uma melhor performance aliada ao trabalho de prevenção”, conta.
A reabilitação desses pacientes é feita através de um acompanhamento durante os treinos e de acordo com a necessidade é feito o encaminhamento para as clínicas de fisioterapia. O paradesporto, conforme explica Fátima, fomenta a valorização do potencial funcional do individuo, muito mais do que a fisioterapia convencional. Isso aliado aos desafios, a uma série de benefícios da prática esportiva que desenvolve as habilidades cognitivas tais como atenção, memória, raciocínio lógico, inteligência, imaginação etc. Essas capacidades são fundamentais no desenvolvimento futuro do indivíduo; estimula a auto-estima e a competição saudável; pode ser usado como elemento estruturador do tempo livre e proporcionam prazer em sua prática.
“É bom lembrar que a premissa do projeto de paradesporto educacional é integrar os ideais e valores Paralímpicos para servir como um método pedagógico eficaz para criar consciência e compreensão em relação às pessoas com deficiência”, ressalta.

Os valores Paralímpicos são:
• Determinação – para superar obstáculos e para vencer a adversidade, otimizando uma capacidade física para o limite absoluto;
• Coragem – para realizar o inesperado e que se acredita ser impossível, para além das expectativas;
• Inspiração – para fornecer intensamente afeição pessoal para atletas paraolímpicos, aplicando o seu espírito e as realizações de sua vida pessoal;
• Igualdade – Desporto Paraolímpico atua como um agente de mudança para quebrar as barreiras sociais da discriminação de pessoas com deficiência.

O interesse da professora de Educação Física e fisioterapeuta surgiu em 2005, quando lhe ofereceram a disciplina de Educação Física Adaptada e, desde então, aconteceram muitos projetos e eventos de paradesporto. Os projetos, de acordo com Fátima, tinham como objetivo desenvolver atividades de cunho para inclusão de pessoas com deficiência física, intelectual, auditiva e visual. Além disso, contribui para a capacitação de acadêmicos e profissionais especificamente para o setor do Paradesporto. Uma visão totalmente alinhada com os direitos da criança e do adolescente, para que, dentre outros objetivos, possa assegurar-lhes todas as oportunidades e facilidades de desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade, igualdade e de dignidade. “O acesso a prática de atividade física e ou esportiva por pessoas com deficiência, sendo esta visual, auditiva, intelectual ou física, pode proporcionar dentre todos os benefícios a ampliação de visão de mundo, a oportunidade de testar seus limites e potencialidades, prevenir as enfermidades secundárias à sua deficiência e promover a integração social do indivíduo”, finaliza a fisioterapeuta.

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