Lesões Musculares

Autores: Isabel Z. Costa, Ana Paula Gebert, Edmar Stieven Filho

O tecido esquelético é composto por fibras musculares e tecido conjuntivo. As fibras musculares são responsáveis pela função contrátil e o tecido conjuntivo fornece a sustentação e transmissão do movimento para a estrutura óssea. Essa junção miotendínea pode possuir uma capacidade de suportar tensões de até 1000 kg. (JARVINEN, 2005)

As fibras musculares podem ser dividas em dois tipos. Os músculos são compostos por 50% de fibras de contração lenta, tipo I, e por 50% tipo II. Os músculos posturais apresentam uma maior quantidade de fibras do tipo I, que apresentam menor velocidade de contração, porém maior resistência à fadiga. Já as fibras do tipo II tem contração rápida e são menos resistentes à fadiga.

Apesar de os músculos apresentarem uma distribuição dos tipos de fibras, pode haver um rearranjo das fibras de acordo com o tipo de performance do atleta. As fibras do tipo II podem ser, através de treinamento, transformadas em fibras do tipo I. Já o inverso não é passível de ocorrer. (BARROSO, 2011 – referência para questões de prova)

As lesões musculares são uma das causas mais comuns de afastamento do atleta. Elas podem acontecer por contusão, distensão ou laceração, sendo que mais de 90% são contusões ou distensões.  (JARVINEN, 2005)

  • A contusão muscular é uma lesão extrínseca que ocorre por uma força compressiva súbita, normalmente o trauma por contato direto. A agressão atinge tanto a pele quanto o tecido celular subcutâneo, sem solução de continuidade da pele. Os vasos, tecido conectivo e fibras musculares sofrem roturas em diferentes graus de intensidade. (LOPES, 1993)

Contusão Muscular (normalmente no ventre muscular)

Fonte:http://en.allexperts.com/q/Orthopedics-980/2009/3/Deep-Muscle-Contusion-Crush.htm

Contusão – trauma direto

Fonte: http://www.fantasyfootballscout.co.uk/2012/10/12/from-the-physio-gameweek-8/

  • As distensões são lesões intrínsecas, causadas pela força tênsil excessiva aplicada no músculo, geralmente próxima a junção miotendínea. Essas lesões ocorrem comumente em esportes com corridas e saltos (JARVINEN, 2005). Um exemplo é o jogador de futebol que coloca a mão atrás da coxa durante um momento de arranque.

Distensão – trauma indireto

Fonte: http://www.portlandchiropractors.info/tag/chiropractor-in-portland

As distensões podem ser divididas em:

Grau I – lesões musculares leves, pouca intensidade de dor, sem equimose ou hematoma. Também pode ser chamado de estiramento.

Grau II – lesões moderadas (parcial) de fibras musculares, apresenta hematomas e equimose local. Apresenta algum grau de incapacidade de realizar os gestos desportivos.

Grau III – lesões graves (total) de fibras musculares, com grande hematoma e equimose. Perda da função do grupo muscular acometido.  (LOPES, 1993)

LESÃO GRAU III DE MUSCULATURA POSTERIOR DA COXA EM CORREDOR

FONTE: http://running.competitor.com/2012/04/injuries/expert-advice-did-i-pull-or-tear-a-muscle_38878

Quanto ao tempo, podem ser classificadas em aguda (menos de três semanas de evolução) ou crônica. (BARROSO, 2011)

Tratamento – PRICE (Protection – proteção do local; Rest – descanso; Ice – gelo; Compression – compressão; e Elevation – elevação).

O tratamento das lesões musculares é classicamente conservador, sendo os procedimentos cirúrgicos utilizados em casos muito específicos. As medidas iniciais são para diminuir a dor e evitar o aumento do dano causado pela lesão. (FERNANDES, 2011 – referência para questões de prova)

O uso do frio local é uma das primeiras atitudes a ser tomada. Ela já pode ser iniciada no local aonde o paciente sofreu a lesão e tem poucos efeitos colaterais. Ao diminuir a temperatura para 3 a 7º C consegue-se reduzir em 50% o fluxo sanguíneo intramuscular, o que diminui o edema na lesão, além do processo analgésico que o frio realiza. (JARVINEN, 2005)

A analgesia pode ser complementada pelo uso de medicações antiinflamatórias não hormonais.

A elevação do membro afetado acima do nível do coração resulta em uma diminuição da pressão hidrostática e consequente redução do acumulo de fluidos intersticiais. (JARVINEN, 2005)

Cerca de 3 a 5 dias após o trauma, se a fase aguda da lesão passou sem intercorrências, um tratamento mais ativo da musculatura lesionada deve ser iniciado gradualmente. Essa recuperação será acompanhada pelo Departamento Médico e o tempo para retorno depende principalmente da gravidade da lesão.

Os exames de imagem de ressonância magnética e outros são adjuvantes na lesão muscular. Podem ser solicitados em casos de algum tipo de dúvida, porém o tratamento e o retorno esportivo é definido pelas condições clínicas do atleta. (Schneider-Kolsky, 2006)

Complicações:

  • hematoma organizado,

Fonte: http://radiographics.rsna.org/content/25/3/571/F23.expansion.html

  • infecção
  • hernia muscular.

Prevenção: fortalecimento do muscular (principalmente isquiotibiais e adutores), aquecimento e evitar assimetria.

Link dos slides da apresentação

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