Futebol: uma paixão e uma profissão

É difícil encontrar um menino que não goste de esporte, principalmente de futebol. Por menores que sejam as habilidades, sempre que conseguem se reunir, mesmo que em dois, o jeito é “bater uma bolinha”.

Depois que estes meninos crescem, a paixão pelo futebol não deixa de existir, entretanto, ela passa a disputar uma vaga com outras obrigações: escola, faculdade, trabalho, vida pessoal, família e amigos.

Bom mesmo seria se desse para juntar a profissão com o esporte. Alguns profissionais conseguem fazer isso. Apesar de não estarem em campo, estão próximos a este lugar tão sagrado.

Uma destas áreas que possibilita a união com o esporte é a medicina. E é mais ou menos assim a história do médico Diego Maziel, especializado em traumatologia, medicina esportiva e artroscopia (cirurgia do joelho).

“Minha vida inteira pratiquei atividades físicas. Jogava futebol no colégio, treinava futebol de campo à tarde e salão à noite. Passava um bom período do dia ocupado com essas atividades e assim conquistei muitos amigos, com quem tenho contato até hoje. A paixão por esportes vem da infância. O meu maior sonho era trabalhar com a medicina esportiva, Clube Atlético Paranaense, time do meu coração”.

A oportunidade de realizar este desejo surgiu quando Diego estava de plantão no Hospital Vita, e um torcedor que havia se machucado na Arena da Baixada deu entrada no pronto socorro. “Ao atender este torcedor, conheci os médicos do Altético Paranaense que o acompanhavam e comentei que tinha interesse nesta área. Seis meses depois, o departamento médico do clube entrou em contato pedindo para encaminhar meu currículo ao coordenador”, explica.

Diego recebeu o convite do clube no final de 2007, quando terminou as especializações em medicina esportiva, traumatologia e artroscopia, no Ctea.

“No início de janeiro deste mesmo ano comecei a trabalhar no Atlético e, no final de fevereiro, comecei a acompanhar os jogos da equipe profissional”, orgulha-se o médico.

Antes de trabalhar no Altético Paranaense, Diego também trabalhou em alguns clubes amadores e acompanhou algumas partidas de times que vinham jogar em Curitiba e o médico do clube não podia comparecer.

Entretanto, não é uma profissão muito fácil, pois as exigências que o esporte traz aos atletas é grande e, consequentemente, o mesmo acontece com os médicos responsáveis. “São vários os desafios, principalmente entender que são pacientes especiais, pois dependem da boa forma física para desempenharem suas atividades. Existe uma pressão grande para que a recuperação destes atletas seja a mais rápida possível, além de trabalhar para evitar possíveis lesões e entender suas necessidades”, ressalta Diego.

Por essas e outras razões, o trabalho feito com atletas de alto nível é diferente do trabalho feito com “atletas de final de semana”. “A diferença é que os atletas profissionais recebem tratamento diário e muitas vezes em três períodos, podemos repetir os exames sempre que necessário e acompanhamos a evolução de perto. Entretanto, as expectativas para um retorno rápido são as mesma, pois o atleta de final de semana adora sua atividade física e quer melhorar o quanto antes”.

Apesar de ser uma área que possa agradar muitas pessoas, nem sempre é algo simples e as dificuldades também existem. “Brinco que não adianta ser o melhor médico do mundo. Para trabalhar com futebol tem que ter um perfil relacionado ao esporte, entender as dificuldades diárias dos atletas, saber que existe uma hierarquia na qual você deve explicações tanto para o treinador quanto para o preparador físico e diretores. Acredito que para trabalhar com futebol é necessário gostar muito e realmente se dedicar, pois na maioria dos dias da semana o médico que faz parte do departamento fica 24 horas à disposição do clube”, esclarece Diego.

Além do Altético Paranaense, Diego também já trabalhou e, no momento, também está com a Seleção de Base. “Esta é minha terceira convocação, e sempre que isso acontece tenho muito orgulho e certeza de mais um sonho sendo realizado, o de servir a seleção brasileira. Esta convocação é especial, pois vamos disputar um torneio internacional. Estamos em preparação na Granja Comary e, no dia 10 de março, vamos para o Sul-Americano no Equador. Espero que consigamos o título”.

Mas, com tantas viagens e dedicação, a pergunta que fica no ar é como conciliar família e vida pessoal com o trabalho. “É bem complicado, pois deixo muitos compromissos profissionais e até mesmo familiares para fazer as viagens. Planejo meus compromissos em função do clube, por esta razão falo que tem que gostar muito para estar nesta área. Contudo, tenho a sorte de ter o apoio dos meus pais, amigos e da minha esposa, assim sei que posso contar com eles para organizar minha vida profissional e pessoal”, finaliza Diego.

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