O dia a dia dos times de futebol de base

O Futebol é, sem dúvida, o esporte preferido entre os meninos. A grande maioria sonha em um dia poder jogar profissionalmente. Quando crescem, normalmente, o sonho vai ficando para trás, por vários motivos. Mas, há quem persista. Muitos destes garotos começam a praticar o esporte em escolinhas de futebol com o objetivo de chegar a uma escola conhecida.

Aqui no Paraná, mais especificamente em Curitiba, aqueles que ganham destaque nas aulas, podem chegar a jogar pelo Altético Paranaense, Coritiba e Paraná Clube.

Quando conseguem, finalmente, chegar a um destes times, os meninos passam a ter responsabilidades de gente grande. Não só eles, mas todos aqueles que estão direta ou indiretamente envolvidos com o desenvolvimento dos jovens atletas.

Dentre estes profissionais estão os fisioterapeutas que desempenham um papel importante na vida destes futuros jogadores. De acordo com Luiz Alberto Manfré Knaut, fisioterapeuta do time de base do Coritiba, a responsabilidade de trabalhar com estes jovens talentos é grande. “Por estarmos moldando pessoas, não só no condicionamento físico e no treino, mas também no que diz respeito à conduta. É gratificante acompanhar este desenvolvimento, pois lidamos com crianças (10 – 20 anos) que normalmente saem daqui como jovens adultos e participamos deste processo, nós os vemos crescerem e se tornarem profissionais”, comenta.

Entretanto, existem alguns desafios a serem enfrentados tanto por profissionais que fazem parte deste desenvolvimento, quanto pelos próprios atletas.

“Em termos da fisioterapia, o principal é conscientizá-los da importância de prevenir as lesões e de se fazer um tratamento adequado, caso contrário, podem prejudicar suas carreiras. Por se tratar de crianças, a vontade deles é jogar o tempo todo e, quando se lesionam, pensam que podem voltar logo que diminui a dor, grande parte dessa ansiedade vem pela competitividade que é muito grande nesta fase, pois ficar afastado pode causar a perda da vaga”, explica Luiz Alberto.

Por outro lado, o fisioterapeuta também destaca que, diferente de como era antigamente, hoje, a imprudência em relação às lesões deixou de existir. “Nós deixamos bem claro para os atletas que, ao serem avaliados, podemos encontrar problemas e, se isso acontece, logo comunicamos a eles. É raro eles descumprirem a recomendação dada pela equipe médica. Quando acontece, eles são repreendidos. Também é passado a eles que o tratamento é igual a um dia de treino, é preciso respeitar os horários, igualmente a um dia de trabalho”, ressalta.

Lidar com jovens talentos não é fácil, porém, também não é complicado. “Nesta etapa da carreira, é tranqüilo de trabalhar com eles”, fala o fisioterapeuta.

São frequentes também os casos de contusões “As maiores categorias, até chegar ao profissional, são as Sub-15, Sub-17 e Sub-20 e são nestas fases os casos mais comuns de lesões e contusões”, alerta Luiz Alberto.

Para quem deseja começar a treinar e a se dedicar ao futebol, é muito importante seguir algumas regras. “Uma boa alimentação, ter o sono em dia, cuidar-se nas férias e fazer tudo de forma equilibrada é o melhor jeito de se dedicar ao esporte”, aconselha o fisioterapeuta.

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