Trilhas de Jeep: um esporte radical para toda a família

Um esporte pouco divulgado, porém, apreciado por muitos são as trilhas de jeep. Apesar da falta de conteúdos sobre o tema, caracterizado como um hobby, as trilhas e as competições são organizadas por clubes de jipeiros que se dedicam, e muito, a esta prática.

Por se tratar de um esporte caro, talvez seja essa a razão da falta de espaço para este esporte. Caro porque é comum o carro quebrar durante as trilhas e quando volta é preciso levá-lo para o conserto e, no final de semana seguinte, normalmente, ele estraga novamente. Entretanto, a dica é conhecer o esporte e fazer uma trilha, ao menos uma vez.

O médico ortopedista, Marcio Barbosa, sempre teve interesse em fazer trilhas, porém, não conhecia ninguém que praticasse o esporte. Depois de algum tempo, alguns amigos o convidaram para participar do Jeep Clube de Curitiba, onde ele começou a se dedicar às trilhas.

“As trilhas divididas em categorias: leve, moderada e pesada. Existem as competitivas e não competitivas, onde o pessoal se reúne mais para brincar e praticar o esporte, sem aquela tensão de uma prova”, comenta Marcio.

Porém, o médico ressalta que não é uma prática simples. “Não é fácil, pois trabalhamos a semana inteira e no final de semana queremos nos divertir. Mas, por se tratar de um esporte pesado, não é só diversão, é cansativo. E em relação à família, no começo minha esposa e meu filho me acompanhavam, hoje não mais. De vez em quando ela vai aos passeios”.

Marcio explica que os treinos acontecem quando existem competições marcadas. “Quando vão acontecer as provas, nas semanas que a antecedem, acontecem as experimentais. Os competidores fazem o trajeto da trilha, para conhecer o local. E, nesta etapa existem os “abre trilha”, que chamamos e é o que eu mais gosto de fazer. Nós vamos na frente verificando se está tudo certo com a trilha, se há necessidade de indicações sobre perigos etc”.

Jeep Clube de Curitiba

O Jeep Clube de Curitiba nasceu da iniciativa de Áulio Zanbenedetti, Augusto Kowalski Filho e Arion Mozart Chagas, que iniciaram as primeiras reuniões na garagem do Áulio. Ao mesmo tempo, em 13 de março de 1984, Enzo Monteiro do Nascimento, Lotário Burgel e Paulo Hilário, proprietários de jipes e membros do Veteran Car Club, organizavam uma entidade visando, a princípio, reunir os colecionadores de Jeep e dar a eles condições de efetuar uma manutenção adequada a seus veículos, enquanto que o primeiro grupo tinha mais ênfase às atividades off-road.

Sabendo da existência de dois grupos, o Jeep Clube do Brasil enviou, em dezembro de 1984, o seu diretor de eventos esportivos, Mário Castanho, para tentar unir as partes, pois os grupos tinham os mesmos interesses, mas não se conheciam. Dessa forma, o pessoal do Jeep Clube, já oficializado, mas que não tinha dado início ainda às atividades práticas, foi apresentado ao primeiro grupo que estava organizando o 1º Defile Envemo – Hermes Macedo para jipes e pickups, e desta feliz união nasceu o Departamento de Fora de Estrada do Jeep Clube do Brasil, seção Paraná.

O passeio, primeiro evento do Jeep Clube foi um sucesso absoluto. Em um domingo, 102 veículos participaram de quase duas horas de passeio pelas principais avenidas e ruas de Curitiba. Jipes e pickups, dos mais diversos tipos e modelos, misturaram-se aos veículos domingueiros, fazendo um espetáculo colorido e inédito. O evento culminou com o sorteio de brindes oferecidos pela Jolly, Carello e Envemo no pátio do estacionamento da Hermes Macedo.

Mesmo em uma apresentação com muita habilidade, alguns jipeiros tiveram seus veículos encalhados. Assim foi o primeiro batismo de novos associados do Jeep Clube do Brasil – Paraná, realizado no dia 3 de fevereiro de 1985. No dia marcado para o batismo de fogo dos novos jipeiros, o entusiasmo tomava conta dos participantes, todos aguardando a oportunidade para demonstrar desempenho e habilidade.

O local escolhido para o evento foi um dos melhores possíveis. Ali foi demarcado o percurso proporcionando aos novos associados situações críticas a serem enfrentadas pelos “fora de estrada”. A prova consistia em realizar terreno seco e alagado, num tempo de 4 minutos. Realizações como esta servem para congregar, confraternizar e divertir, além de oferecer conhecimento sobre importantes veículos da história do automóvel.

Lotário Burgel, Voldi Costa Zambenedette, Aulio Costa Zambenette, Arion Mozart Chagas Junior, Augusto Kowalski e Enzo Monteiro do Nascimento, passaram as indicações aos inscritos, orientando-os quanto ao trajeto, tempo e precauções. Augusto Kowalski realizou a prova em 2 minutos e 50 segundos. Como era uma prova de regularidade foi estipulado o tempo em 4 minutos.

A ansiedade fazia notar nos participantes que iam se alinhando para receber o sinal de partida. Aulio de cronômetro em punho era o juiz da partida e saiu o primeiro participante, Luiz Fernando Benthien, fazendo o percurso em 4 minutos e 54 segundos. O segundo, Martin Kitzmann, atolou e teve que ser guinchado, com tempo de 8 minutos e 23 segundos. O terceiro, João Carlos Cordeiro, com sua rural realizou o percurso em 3 minutos e 23 segundos, passou direto pelo atoleiro e foi muito aplaudido pelos companheiros e por todos que estavam no local.

O quarto candidato foi Roberto Portugal Bacellar que fez o percurso em 3 minutos e 26 segundos, cometendo duas infrações, derrubando uma estaca e errou o local de chegada. A penalidade foi repetir a prova com o tempo para 4 minutos e 1 segundo. O quinto participante foi Stanley R. A. Van Den Borgen que fez todo o percurso em 3 minutos e 58 segundos. Não atolou e foi muito aplaudido. O holandês foi o campeão. O sexto inscrito Ronaldo Rangel Cruz, numa rural salto alto (molejo levantado), fez todo o percurso em 3 minutos e 48 segundos sem problemas e foi muito aplaudido pela habilidade demonstrada.

Quando já estavam preparados para encerrar a prova, uma vez que os outros inscritos desistiram diante dos obstáculos, José Adelino Ferreira Lameiro com seu jeep 51, topou a parada e se lançou em campo. O terreno já tinha se transformado numa bacia de lama e não deu outra: o veterano do jeep 1951 encalhou e só saiu com o auxílio de um cabo de aço. O tempo foi de 6 minutos e 45 segundos.

Encerrando o batismo dos novos jipeiros, Augusto, Aulio e Arion foram se divertir no atoleiro aproveitando a oportunidade para testar suas competências em tais situações. Com os veículos enlameados, cansados e pés sujos de lama os novos jipeiros não escondiam a alegria de ter participado do batismo realizado pelo Jeep Clube de Curitiba.

Fonte: Jeep Clube de Curitiba

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