Medicina do Exercício do Esporte: um segmento muito importante da área médica

Antes de praticar um esporte, sempre se recomenda uma avaliação médica. É preciso ter um acompanhamento para que se tenha certeza das condições de se iniciar uma atividade.

De acordo com o médico, especialista em Medicina do Exercício do Esporte, Marcelo Leitão, existe um ramo da medicina, que é antigo (surgiu no início do século XX, entre 1920 e 1930), conhecido como Medicina do Exercício do Esporte e, muitas vezes, os objetivos desta especialidade são confundidos, o que leva as pessoas a acreditarem que quem pratica a Medicina do Esporte é um Ortopedista, principalmente de clube de futebol. “Este é um engano comum, porém, que deve ser evitado”, comenta.

São os profissionais desta área que devem ser consultados quando se deseja fazer uma avaliação para se ter conhecimentos das condições físicas e médicas para iniciar um exercício.

Há pouco tempo, aconteceu uma modificação no nome da especialidade, que antes era conhecida apenas como Medicina do Esporte, entretanto, nem todo exercício é um esporte, ou seja, pessoas que caminham, por exemplo, estão se exercitando, porém, não se trata de um esporte e, estas pessoas, também necessitam de um acompanhamento adequado de profissionais. Por esta razão o nome foi alterado.

Apesar do nome, a Medicina do Esporte não lida somente com o atleta. Diversos estudos epidemiológicos, cientificamente consistentes, têm demonstrado de forma clara e inequívoca a influência benéfica da atividade física regular para a saúde, reduzindo a mortalidade, a incidência de muitas doenças e melhorando a qualidade e a quantidade de vida em portadores de doenças cardiovasculares, pulmonares, endocrinológicas, renais, neurológicas, osteo-mio-articulares, oncológicas, etc.

Desta forma, há diversas sub-especialidades dentro da Medicina do Esporte. O médico do esporte pode lidar com atletas de alto nível, com indivíduos comuns, (não atletas, de todas as faixas etárias), indivíduos aparentemente saudáveis e portadores de doenças crônico-degenerativas como diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (incluindo a asma brônquica), hipertensão arterial, doença coronariana, osteoporose e obesidade, apenas para citar as mais importantes.

No Brasil, esta especialidade passou a ganhar espaço por volta de 1962, quando foi criada a Federação Brasileira de Medicina Desportiva. “Iniciou-se em São Paulo, tendo como membros fundadores Mário de Carvalho Pini, Reynaldo Kunts Busch e Waldemar Areno, que foi o Secretário Executivo e o primeiro presidente, permanecendo no cargo até 1973. Filiada à Federação Internacional de Medicina do Esporte (Féderacion Internacionale de Médécine du Sport – FIMS) e uma das integrantes do Departamento Científico da Associação Médica Brasileira, a Federação Brasileira de Medicina Desportiva após reforma de seu estatuto, em novembro de 1998, passou a ser denominada Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício do Esporte”, explica Marcelo.

Mas, o que deve ser feito para que as pessoas passem a compreender que a Medicina do Exercício do Esporte não se limita apenas à traumatologia, por exemplo? Na visão de Marcelo Leitão, o ideal seria ter uma disciplina, durante a formação dos médicos, que ensine e explique corretamente esta especialidade, pois, muitos profissionais formados, não têm conhecimento real deste ramo. “É preciso que os próprios médicos tenham mais informações para orientar corretamente seus pacientes, pois há profissionais que não têm conhecimento sobre esta área. A Medicina do Exercício do Esporte teve um crescimento expressivo nos últimos 15 anos, pois as pessoas passaram a se preocupar mais em exercitar-se e a cuidar do corpo de uma forma geral, aumentando assim a necessidade de uma avaliação com médicos desta especialidade”, esclarece.

Existem várias definições para este segmento da medicina. Quando a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício do Esporte foi criada, foi descrito assim: “Medicina Desportiva é uma especialidade que inclui segmentos teóricos e práticos da medicina com o objetivo de investigar a influência do exercício, do treinamento e do esporte sobre as pessoas sadias ou doentes, com a finalidade de prevenir, tratar e reabilitar.”

A recomendação de Marcelo Leitão é que as pessoas busquem o atendimento correto e que, sempre que houver dúvidas, procure um médico desta área. “O paciente que pratica ou pretende praticar uma atividade física, antes de iniciá-la, deve fazer uma avaliação médica e, quando isto acontecer, o ideal é consultar-se e/ou buscar orientações com um especialista em Medicina do Exercício do Esporte, que seja certificado pela Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício do Esporte”, finaliza.

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