A história do Futsal no Brasil e no Paraná

Que o Brasil é o país do Futebol, não é novidade nenhuma. O esporte mais falado, mais amado e mais apreciado é, sem dúvida, este. Entretanto, existe uma modalidade deste esporte que, há poucos anos , fazia muito sucesso. Hoje, ainda tem seu prestígio, mas não é tão acompanhado. Estamos falando do Futebol de Salão.

A história deste esporte é dividida em duas versões, não se sabe ao certo qual delas é a verdadeira, mas ambas são contadas. A primeira fala que por volta de 1940 frequentadores da Associação Cristã de Moços, em São Paulo (SP) começaram a jogar no salão porque havia uma grande dificuldade em encontrar campos de futebol livres para treinarem e então começaram a jogar suas partidas nas quadras de basquete e hóquei.

No início, jogavam com cinco, seis ou sete jogadores em cada equipe, mas logo definiram o número de cinco jogadores para cada equipe. As bolas usadas eram de serragem, crina vegetal ou de cortiça granulada, mas tinha um problema: saltavam muito e frequentemente saiam da quadra de jogo, então tiveram seu tamanho diminuído e seu peso aumentado, por este fato o futebol de salão foi chamado de “Esporte da bola pesada”.

A outra versão, provavelmente a mais concreta, fala que o futebol de salão foi inventado em 1934, na Associação Cristã de Moços de Montevidéu, Uruguai, pelo professor Juan Carlos Ceriani, que chamou este novo esporte de “Indoor-foot-ball”.

O importante é que o esporte foi criado e trouxe muitas alegrias para o nosso país. Aqui no Paraná, o esporte chegou por volta de 1955, trazido pelo radialista Milton Camargo Amorim, que numa viagem ao Rio de Janeiro viu, pela primeira vez, um jogo da modalidade e resolveu trazê-la para Curitiba.

Ao retornar à capital paranaense, Camargo Amorim foi ao jornal Paraná Esportivo pedir o apoio daquele órgão, no sentido de implantar a nova modalidade em Curitiba. A resposta dos dirigentes do Paraná Esportivo foi positiva e isto foi fundamental para que acontecesse a largada do futebol de salão no Paraná.

Coube ao Paraná Esportivo promover um torneio aberto, o qual reuniu 33 equipes: Terwal, Alvorada, Curitibana “A”, Curitibana “B”, Flama, América, Duque de Caxias, Bariguizinho “A”, Bariguizinho “B”, Clube Atlético Paranaense, Atlético Júnior, ARUC, Coringa, Bandeirantes, General Electric, Clube Curitibano, Palestra Itália, Itiberê “A”, Itiberê “B”, São Francisco, Água Verde, Irapuan, Fiorentina, Marajoara, Hawai, Pinguim, Senff, Gaviões Solitários, Cicuta, Canários e Demolidor.

O campeão do primeiro torneio aberto de futebol de salão de Curitiba foi o Terwal.

Animados com a grande aceitação do público pelo novo esporte, os salonistas curitibanos decidiram fundar a Federação Paranaense de Futebol de Salão.

A fundação da Federação Paranaense de Futebol de Salão aconteceu no dia

10 de fevereiro de 1956, e Edmundo Rodrigues Ferro foram eleito o primeiro presidente da FPFS.

Os clubes fundadores da FPFS foram: Alvorada, Fiorentina, Jacarezinho, América do Sul, Bandeirantes, Atlético Irapuan, Atlético Paranaense, Atlético Paranaense Júnior, Pinguim, Senff, Coritiba F. Clube, Água Verde, Senadinho, Gaviões Solitários, Palestra Itália e Terwal.

Em 1969, aconteceu a primeira competição intermunicipal para o representante do futebol de salão paranaense na Taça Brasil de Clubes. Um quadrangular que reuniu em Curitiba as equipes do Ferroviário de Curitiba, Cacique de Londrina, Banestado de Paranaguá e Prosdócimo de Maringá, que foi ganho pelo Cacique, deu início a uma nova era ao futsal paranaense. Em 1973 a FPFS instituiu a Taça Paraná de Clubes, competição que tinha como objetivo indicar o campeão estadual de cada temporada.

Voltando um pouco no tempo, em 1972, enquanto o esporte ganhava espaço no país, um menino de nove anos começou praticá-lo. Como qualquer outro garoto de sua idade, Renato Ribas, hoje fisioterapeuta, sempre gostou de futebol e decidiu treinar esta modalidade. Renato jogou na Seleção Paranaense, na Seleção Brasileira Juvenil e, em 1981, aos 18 anos, foi considerado, segundo os jornais, uma das revelações do esporte na época. “Neste tempo, existiam grandes jogadores, como Ike, Didu e Paulinho Cavalcante, que eram referência nacional e eu tive a oportunidade de jogar com eles”, comenta.

Já no ano de 1982, Renato participou do campeonato brasileiro, na seleção paranaense adulta. “Neste ano ficamos em segundo lugar. Ganhamos em Minas Gerais”, relembra.

Nesta época, eram muitos os campeonatos de futebol de salão, e consequentemente, haviam muitas equipes, dentre elas, Renato participou dos times do Clube Curitibano, do Candeias, que foi o primeiro time campeão metropolitano, participou da Seleção da Telepar pelo qual disputou e foi campeão da Copa Diário Popular. “Alguns anos depois, fui convidado para ser técnico dos times das categorias mirim e fraldinha do Círculo Militar e do Centro Israelita do Paraná, onde também joguei muito”, comenta.

Entretanto, naquela época não existia, como atualmente, a profissionalização. Antigamente, por outro lado, havia um público grande que acompanhava o futebol de salão. “Das grandes mudanças, acredito que a maior e, no meu ponto de vista, a mais negativa, foi em relação às regras. Acho que o esporte perdeu suas características; antes era um jogo mais inteligente. Porém, compreendo que, por necessidade de ter maior divulgação, foi preciso mudar. Existem os prós e contras, como em qualquer esporte”, ressalta Renato.

Enquanto conta sua história, o fisioterapeuta demonstra muita paixão e certo saudosismo da época em que jogou por times tão conhecidos. Porém, ele mesmo afirma que não teria feito nada diferente. “Eu sempre tive muita personalidade dentro e fora do campo. Eu deixei de ir para a Seleção, muitas vezes, exatamente por isso. Acredito que a única coisa que eu não fiz e devesse ter feito, era investido para jogar fora do país. Mas, foi uma época muito boa, era um esporte de nível elevado e havia uma grande socialização. Tenho muitos amigos que começaram jogando comigo e que até hoje nos encontramos. O esporte educa e traz grandes amizades. Naquele tempo era algo sadio, não ouvíamos falar em drogas para aumentar a performance, era apenas o talento do jogador”, confessa.

A família de Renato sempre aceitou muito bem a carreira de jogador. Mais tarde, depois de casado, sua esposa, que é formada em educação física e trabalha com a Seleção Brasileira Juvenil de Handebol, também sempre o apoiou. Porém, atualmente, Renato não pratica mais o esporte.

Mas, sua ligação com o esporte continua em seu dia a dia. Após uma fratura, durante sua recuperação, conheceu a fisioterapia e se interessou por esta profissão. “É uma profissão muito agradável, lido com diversos pacientes, com lesões e doenças diferentes e eu posso ajudar estas pessoas o que é gratificante”, ressalta.

Fonte: Confederação Brasileira de Futsal e Federação Paranaense de Futsal

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s