ADFP: uma associação que preza o trabalho social e o Paradesporto

O esporte, seja ele qual for, é sempre muito recomendado para que tenhamos qualidade de vida, para que nos sintamos bem e, principalmente, para que possamos, por meio dele, conhecer amigos, ter motivações e aprender a ter espírito competitivo.

E a recomendação é a mesma para pessoas com deficiências. A forma para que eles possam encontrar motivação, para que socializem e, principalmente, para que tenham uma boa qualidade de vida, é praticar esporte.
Por esta razão, a Associação de Deficientes Físicos do Paraná, a ADFP, abriu espaço para que seus participantes possam praticar esportes.
Antes, precisamos entender o trabalho desta entidade.
Esta organização tem como prioridade o respeito ao ser humano, independente do grau de comprometimento físico e situação social e econômica que venha a possuir. O seu principal diferencial é ser uma organização “das” e não “para” pessoas portadoras de deficiência física, neste caso, são pessoas que “conhecem” suas necessidades pela “vivência diária”, esses fatores são responsáveis pelas grandes conquistas que a entidade já apresentou.

Muitas conquistas foram alcançadas pela ADFP, por meio de sugestões para a elaboração de novas leis em defesa dos direitos constituídos. Mas como em qualquer processo de luta pelos direitos, também ocorreram momentos em que as barreiras sociais provocaram revoltas e indignação. Entretanto, prevalece sempre a força e a coragem, características inatas de pessoas que conseguem realizar o suposto “impossível” pelas suas condições físicas, mas que não cedem a derrotas, prevalecendo a conquista de serem tratados como “cidadãos”.
A partir de sua fundação, em 1979, até a presente data, a ADFP passou de “Entidade Assistencial” para “Entidade Profissionalizada” (parcerias), mais um importante diferencial apresentado, pois não perde suas características, mas conquista sua independência na esfera municipal e estadual, projetando-se a nível nacional como “modelo” de organização “dos” portadores de deficiência física.

Equipe de Esgrima - ADFP (foto retirada do site da entidade)

Além do trabalho social, a entidade também conta com treinamento de esportes, nas modalidades de: Atletismo, Basquete, Bocha, Esgrima, Natação, Tênis de mesa, Futebol-7 e Tiro. De acordo com coordenador da ADFP e treinador dos atletas Para-Olímpicos, Darlan França Ciesielki Júnior, a missão é de fomentar práticas corporais, com o intuito de melhora na qualidade de vida. “Apesar de existir a prática de esportes de alto rendimento, a maioria dos alunos procura a associação, inicialmente, por indicação médica ou com o objetivo de socializar. E depois começam a competir, caso seja a vontade deles”, comenta.
Os esportes são organizados de duas formas: divulgação feita pela entidade e procura por parte dos alunos. A outra forma é a partir das buscas feitas em clínicas e hospitais que fazem a indicação da ADFP para os interessados.
O esporte mais procurado é a natação. E as atividades são feitas na UFPR e na Universidade Positivo – UP. “Os treinos acontecem da seguinte maneira: Natação na UFPR nas segundas e quartas, das 13h às 15h e das 19h30 às 20h30. Na UP acontece nas terças e quintas das 13h às 15h. O treino basket para iniciação é feito na UFPR aos sábados das 10h ao 12h. Estamos com um projeto para iniciar os treinos de atletismo na Praça Plínio Tourinho, nas segundas e sextas das 9h às 10h”, explica o técnico.


Porém, manter os locais não é uma tarefa fácil, é preciso ter algumas adaptações para que este público possa executar corretamente os treinos. “Um local para a prática do Para-Desporto necessita de adaptação, por exemplo, na quadra de basket precisamos além dela de um local para guardar as cadeiras de rodas, pois os atletas não têm condições de comprá-las e a entidade arca com as despesas, porém, as cadeiras não podem ser levadas para a casa dos alunos, então é preciso de um local para mantê-las”, ressalta Darlan.
Outro fato destacado pelo técnico é o quesito motivacional. Quando acontece dos atletas perderem uma competição, a equipe procura contornar a situação com o aprendizado. “Nestes casos, conversamos com eles, perguntamos o que foi possível aprender com isto, se faltou treino, se faltou dedicação, enfim, temos uma conversa e os incentivamos a continuares, pois eles estão ali, principalmente, para aprender e para manter uma boa qualidade de vida. O fato emocional é mais intrínseco do que extrínseco”, fala Darlan.
Para os interessados, é possível iniciar os treinos de duas formas: aqueles que já estão em clínicas se reabilitando, normalmente são encaminhados pelos próprios médicos para nós. Já os que passaram por esta reabilitação e estão aptos, podem procurar a assistência social da ADFP e lá será marcada uma avaliação com o encarregado.
Já os que passaram por esta reabilitação e estão aptos, podem procurar a assistência social da ADFP e lá será marcada uma avaliação com o departamento de esporte que indicará as possibilidades de atuação esportiva e locais de prática.

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