A corrida como profissão

Muitas pessoas recorrer às corridas de rua para perder peso. Normalmente este esporte é escolhido por ter a mobilidade de ser praticado a qualquer hora do dia, dando assim mais opções aos praticantes.
Quem começa a praticar na grande maioria dos casos, acaba se apaixonando pelo esporte a ponto de se dedicar aos treinos de forma rigorosas para que, finalmente, participe de uma competição.
Esta é a história de Fabiano André Lopes. Mas, antes de praticar corrida de rua, até seus 21 anos ele morou na roça. “Eu fumava, trabalhava o dia inteiro e, consequentemente, era magro. Quando vim para Curitiba comecei a trabalhar na URBS, onde passa a maior parte do tempo sentado. De 63 kg fui para 86. Quem sempre foi muito magro, se assusta quando isso acontece”, conta.
A partir de então, Fabiano decidiu que precisava perder os quilos que ganhou e decidiu correr. “Em 2001 iniciei, perdi 3 kg e, em um dos meus treinos um amigo me viu correndo e disse que eu ia muito bem e sugeriu que eu participasse de uma competição. Ele comentou sobre a corrida da Bosch que era em setembro e eu nem sabia como fazia para se inscrever. Ele que fez tudo para mim. Corri 10 km e vi um monte de senhores bem mais velhos do que me ultrapassando. Mas, mesmo assim, eu gostei da prova”, relembra o atleta.
Logo em seguida, em novembro, Fabiano se inscreveu para a Maratona de Curitiba. “Passei a treinar de 2 a 3 horas por dia, sem parar. Na prova terminei abaixo de 3h. Um professor que acompanhava a competição me viu treinando e me convidou para correr com ele na Praça Osvaldo Cruz. Após um ano, eu estava ganhando corridas”, destaca.
Até 2010, Fabiano detinha o posto de melhor corredor de Curitiba. No Sul-Americano ficou em 8º. Porém, há pouco tempo ele machucou o tendão de Aquiles, teve problema no joelho e na canela. “Tive que passar por um treinamento, fiquei quase um ano sem treinar. Mas estou melhor, não com o mesmo pique, mas estou treinando normalmente. No último dia 10 eu participei da 1º Meia Maratona de Inverno de Curitiba e fiquei em 22º (01:17:32). No dia seguinte, na segunda-feira, corri 16 km no treino. Eu não paro”, ri o atleta.
Fabiano iniciou sua carreira na Bosch, entretanto, logo em seguida foi para a Furukawa, que é atualmente sua patrocinadora há seis anos. Por causa das corridas, ele também decidiu fazer faculdade de Educação Física, para aprimorar ainda mais suas qualidades. “Se eu não tivesse o patrocínio, eu teria ido embora para São Paulo, pois eu sei que a situação de muitos corredores de Curitiba é complicada pela falta de apoio”, comenta Fabiano.

O atleta treina todos os dias, manhã e tarde. “Nas segundas-feiras de manhã corro de 10 a 15 km, depois faço um trabalho de musculação. Na parte da tarde faço de 10 a 12 km. Nas terças e quintas os treinos são mais puxados, na pista. Na quarta e na sexta faço um período mais longo de 25 a 28 km. Nos finais de semana, quando não estou me preparando para competições, tenho um dia de folga, mas, quando tem prova, é de segunda a segunda. Faço em média 200 km por semana”, explica Fabiano.
As dificuldades enfrentadas dizem respeito às lesões. “Eu tenho patrocínio, o que facilita muito. Mas, o grande problema mesmo é em relação às lesões, que mexe muito com o psicológico do atleta. É difícil aceitar as perdas e a nossa vida é incerta, o medo de perder patrocínio e o nosso lugar, que demoramos para conquistar é um grande problema. Mas eu encaro um dia de cada vez e, quando fazemos aquilo que gostamos, não há dificuldades que não possam ser superadas”, relata Fabiano.
Em relação à família, a situação também é muito tranqüila e favorável. “Minha esposa também corre, nos conhecemos em uma corrida. Ela compreende bem a minha rotina e eu a dela, pois ela é advogada e dá aulas particulares, então temos a vida bem corrida, mas há compreensão. Às vezes ela me acompanha nas provas”, destaca.
Fabiano já bateu diversos recordes. Durante quatro anos foi dono do recorde dos Jogos das Indústrias, do SESI, nos 3.000 metros na pista, com o tempo de 8 minutos e 38 segundos. “Na primeira vez que eu bati o recorde, eu não acreditei. Cheguei a achar que meu relógio tinha parado. Terminei a prova do Shopping Curitiba com 29 minutos e 48 segundos. Este recorde foi batido apenas no Brasileiro”, finaliza.

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