Série Paradesporto: Basquete

A prática de atividade motora adaptada aumentou significativamente no Brasil na última década, impulsionada pela concepção de inclusão social. O basquete em cadeira de rodas teve início após a Segunda Guerra Mundial, servindo como agente facilitador na reabilitação dos lesionados de guerra. O esporte surgiu ao mesmo tempo nos Estados Unidos, com os veteranos de guerra, onde foi criado o primeiro time, e na Inglaterra. No Brasil, surgiu após duas pessoas terem ido participar de um programa de reabilitação nos Estados Unidos.
A prática de uma modalidade esportiva pode se tornar uma porta de reentrada da pessoa deficiente na sociedade e, através do basquete, muitos deles retomam ideias e sonhos antes esquecidos. Neste sentido, o esporte se torna uma forma de inclusão e inserção não somente social, mas uma forma de motivação de valorização pessoal, como uma das coisas mais procuradas e importantes no que diz respeito à inserção. A possibilidade de uma maior autonomia, e até independência através da prática de atividades físicas, permite ao indivíduo se tornar incluído à sociedade e possibilita que as diferenças sejam minimizadas.

Dificilmente alguém se imagina numa cadeira de rodas. Entretanto, sofrer um acidente é algo mais comum do que pensamos e, em alguns casos, resulta na perda de movimentos. Mas, ninguém está preparado para sofrer um acidente, muito menos um que envolve violência, mesmo sabendo que pode acontecer com qualquer um.
Foi o que aconteceu com Wilian Pacheco de Oliveira, em 2006. “Eu e meu irmão estávamos voltando para casa, após o trabalho, de moto. Fomos abordados em um assalto. Eu levei um tiro no pulmão esquerdo e na T10. Fiquei 15 dias na UTI, somente depois destes dias que eu fiquei sabendo que o meu irmão não resistiu e faleceu. Foi um momento muito difícil, mas eu sempre tive muita força de vontade”, conta.

A única coisa que Wilian conseguia pensar era que estava vivo, que conseguiu sobreviver e que iria fazer isto vale a pena. Após três meses do acidente, vendeu a moto, comprou uma cadeira de rodas melhor e um computador. “Eu consegui um emprego em uma editora onde permaneço até hoje”, relata.
Logo em seguida ele iniciou o tratamento de reabilitação, fez fisioterapia e conheceu a APDEC – Associação de Pessoas Deficientes de Colombo. “Quando conheci a associação passei a ver pessoas iguais a mim fazendo tudo, dentro do possível e percebi que também poderia. Foi quando eu comecei a me envolver com o esporte, no final de 2009. Eu queria natação, mas não deu certo. Logo em seguida conheci a ADFP, onde o Darlan França Ciesielski me convidou para conhecer o basquete. Ele me trouxe uma cadeira, eu sentei, experimentei e não parei mais”, ri o atleta.

Will, como é conhecido, teve melhoras que são visíveis. “Meu condicionamento e a minha mobilidade aumentaram. Eu mexo muito o tronco, o que ajuda a desenvolver. Outra melhoria é na questão socialização. Inicialmente eu tinha muitas dúvidas, mas depois de conversar e trocar experiências com pessoas que passam pelas mesmas coisas, eu tive várias melhoras”, ressalta.
Atualmente, ele é atleta do time ADFP Fênix, que existe a aproximadamente 20 anos. Mas, em 2004 teve sua grande retomada. O time conta, inclusive, com atletas que representam a Seleção Brasileira.

Para participar é preciso ter os movimentos das mãos e limitações em membro inferior. Fora isso, qualquer que seja a deficiência do interessado, pode se juntar ao time.
O time é o atual Campeão Paranaense do Torneio Jamal Farjallah, ficou em 2º Lugar no Torneio de Joinville e em 5º no Ranking Brasileiro da Divisão de Acesso.

Para conhecer mais sobre o Fênix, acesse: adfpfenix.blogspot.com

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