Motovelocidade ganha destaque dentre as modalidades de motociclismo

O dia 11 de março de 1948 tem um significado fundamental para o motociclismo nacional. Nesta data, um grupo de abnegados brasileiros, liderado por Rodolfo Schmidt e Raul Brandão, fundava oficialmente a Confederação Brasileira de Motociclismo. Era o início de uma trajetória marcada por longos períodos de adversidades e alguns raros momentos de conquistas.
As primeiras motos chegaram ao Brasil entre os anos de 1907 e 1909. De instrumento de locomoção, elas começaram a ser utilizadas, em 1914, para a disputa esportiva, principalmente em São Paulo. Os registros contam que as primeiras competições foram disputadas no Viaduto do Chá, no bairro do mesmo nome, na capital paulista. Posteriormente, foram fundados em 1925, a Federação Paulista de Motociclismo, afiliada da CBM e, alguns anos depois o Moto Clube do Brasil, no Rio de Janeiro.
Com o surgimento da CBM e a sua filiação à Federação Internacional de Motociclismo – FIM, um ano depois da sua fundação, todo o esporte motociclismo passou a ser gerido pela entidade.

treino

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Hoje, a Confederação Brasileira de Motociclismo reconquistou o respeito internacional, – diversos de seus diretores ocupam cargos nas principais entidades de gerenciamento do motociclismo mundial – de pilotos, patrocinadores, governos e público. O resultado é o sucesso de suas competições e o reconhecimento mundial com a realização de diversos eventos internacionais em nosso País.
Apesar da irreversível implantação do seu crescimento, a atual direção da Confederação sabe que ainda existe muito para ser feito. E tem feito de forma a assegurar a realização de campeonatos em parceria com poderosos patrocinadores e os principais pilotos do País. O resultado tem vindo com extrema agilidade. A confirmação pode ser mensurada pelo crescente interesse demonstrado pelo público as nossas competições.

moto

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Dentre as modalidades do Motociclismo, podemos citar a Motovelocidade, que aqui no Paraná tem como um de seus representantes Diego Faustino, que desde criança já possuía um grande interesse por esportes a motor. Mas, esta modalidade específica passou a fazer parte de sua vida apenas na adolescência. “Eu morava próximo ao autódromo (Londrina-PR) e sempre que podia estava lá por perto acompanhando treinos, perguntando inúmeras coisas aos mecânicos das equipes. Havia uma necessidade muito grande dentro de mim, de estar naquele meio. Foi então que comecei a insistir muito para participar de corridas. No início, o foco era o automobilismo, mas acabou não dando certo e acabei comprando uma motocicleta (RD 135cc), somente para me divertir no autódromo. A partir daí, houve o despertar de uma paixão muito grande com a motovelocidade. Logo no primeiro campeonato que participei conquistei três vitórias e fui eleito Piloto Revelação. Naquele ano, foi que percebi que aquilo realmente estava no meu sangue e sentia um desejo muito grande de ser cada vez melhor e conquistar vitórias. Estava decidido que queria ser piloto profissional”, relembra.
Diego participou de diversos campeonatos ao longo de sua carreira. “Já participei de vários campeonatos, entre eles Regionais como o Metropolitano de Motovelocidade, onde fui piloto revelação em minha categoria, Estaduais como o Paranaense de Motovelocidade, onde não participei o campeonato todo, mas venci todas as etapas que participei e garanti o Vice-Campeonato na categoria 600cc. Nacionais como o Campeonato Brasileiro na categoria 250cc e algumas provas na 600cc, o Racing Festival em 2010 na categoria Hornet 600cc, quando fiz parte da maior equipe do Brasil, o Team Scud Petrobras, além de participar e vencer, junto a outros dois pilotos, a categoria Superbike (1000cc) nas 500 milhas de Interlagos. Este ano estou participando do Moto 1000 GP na categoria máxima, a GP 1000, onde competem pilotos profissionais com motocicletas de 1000cc, porém, por falta de patrocínios eu tive de alugar uma moto de 600cc para fazer a 1ª etapa, em São Paulo, e consegui conquistar o pódio mesmo assim. Com este resultado pude mostrar, mais uma vez, meu talento e somente agora, uma semana antes da 2ª etapa em Brasília, consegui apoios para comprar uma motocicleta de 1000cc e estrutura adequada para brigar pelo campeonato”, destaca o piloto.

Diego

Diego

Entretanto, existem dificuldades que devem ser superadas a cada dia. É preciso ter foco. “Ao contrário do que todos imaginam competir a 300 km/h, fazer curvas inclinando a motocicleta até raspar o joelho e, algumas vezes, o cotovelo no chão, chega a ser fácil se comparado às necessidades fora das pistas. O difícil mesmo é o que acontece por trás de tudo isso. Manter o foco e a determinação em um esporte em que os custos são altos e os investidores são poucos, é complicado. As empresas no Brasil ainda estão engatinhando quando falamos de marketing esportivo. Hoje, são vendidas mais de dois milhões de motocicletas no Brasil por ano, mas não encontramos esses adeptos quando olhamos para as arquibancadas nas competições”, ressalta Diego.
Este ano, a motovelocidade foi marcada por uma das maiores iniciativas da história da categoria no Brasil. “Dois de nossos maiores nomes do segmento, Alexandre Barros e Gilson Scudeler, se uniram para organizar um campeonato de administração transparente, pensado em criar pilotos profissionais, com grande foco desportivo, além de oferecer retorno aos patrocinadores, potencializando seus investimentos. Motivo pelo qual usei de todas as minhas forças para conseguir participar deste campeonato, pois sei que é o lugar ideal para quem deseja fazer uma carreira séria dentro do esporte. Meu ano de 2011 estava muito incerto. A equipe que pertencia, no ano passado, se retirou por um tempo das competições e eu estava sem condição financeira de viabilizar minha participação, sem algum tipo de apoio. Mas, me mantive focado e não desisti. Foi quando pequenos apoios apareceram”, comenta o piloto.
Além disto, Diego treina constantemente, praticando diversos exercícios. “Procuro praticar atividades que beneficiem meu condicionamento físico como pedalar, correr, lutas, tênis e me alimentar adequadamente. Treinar com a motocicleta é muito raro, pois aumenta ainda mais os custos na temporada. Com certeza minha vontade é treinar toda semana, para ser o melhor e evoluir cada vez mais, mas enquanto não houver um patrocínio financeiro, vou ter que continuar a mostrar resultados com o que tenho no momento, destaca.

Diego

Diego

Para quem deseja iniciar este esporte, Diego dá a dica. “Esse é um esporte que, se você deseja realmente ser um profissional e fazer carreira, necessita muita dedicação e não desistir de correr atrás do seu sonho, além de muito preparo físico e, principalmente, psicológico. Por ser um esporte em alta velocidade, é importante começar devagar e ir evoluindo aos poucos, isto é fundamental para evitar acidentes e garantir um desenvolvimento sólido das habilidades.
Outro fator importante também é dar retorno, mesmo que pequeno, aos seus apoiadores e patrocinadores, seja em entrevistas, ações de ativação e até no boca a boca. “E se possível, ter uma equipe bem intencionada, junto de um ambiente saudável de trabalho”, finaliza.

premio

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