A realização em treinar para-atletas

O paradesporto vem ganhando seu espaço ao longo dos anos. Com a ajuda das Para-Olimpíadas, com os Jogos Parapan-Americanos e outras competições nacional e internacionalmente conhecidas, o esporte adaptado demonstra seu crescimento e evolução.
Entretanto, ainda existe um longo caminho a ser percorrido para que possa crescer e receber a atenção que merece.
Apesar do grande esforço e da força de vontade de atletas e treinadores, faltam pessoas qualificadas para ensinar estes desportistas e, em alguns casos, faltam competidores.
Trabalhar com pessoas portadoras de deficiências é mais fácil do que trabalhar com atletas convencionais.

É esta a visão do jovem professor Rafael Reis que, ainda na faculdade, passou a se interessar pela disciplina conhecida como “Adaptada” e, em seguida, começou a estagiar na área. “Em conversa com a professora Fátima Sipoli, conquistei a oportunidade de trabalhar no ano passado em um projeto que visa à prática do esporte para os deficientes. Neste ano me tornei o coordenador do mesmo”, conta.
Diferente do que muitos possam pensar, não há diferenças em se trabalhar com atletas portadores de necessidades ou atletas convencionais. “A única coisa que precisamos cuidar é com o que diz respeito à individualidade dos alunos, pois cada um tem uma deficiência diferente, então precisamos compreendê-las.

Mas, fora isso, trabalhar com os para-atletas é mais fácil do que com os outros, pois eles aceitam com mais facilidade aquilo que pedimos, são mais comportados e dedicados. E, para mim, a importância deste trabalho está no estudo, pois como lido com diferentes problemas, preciso estar sempre estudando e lendo sobre o assunto”, explica o professor.
A dedicação de Rafael é visível em suas aulas. Durante todo o tempo ele incentiva seus alunos, conversa sobre assuntos diversos e, principalmente, recebe e dá o carinho que estes alunos precisam e merecem.Existem, porém, uma dificuldade neste trabalho. “A adaptação deles em relação ao espaço é complicada, pois é preciso ter rampas de acesso e, nem sempre isso é possível. Mas em relação ao trabalho é tudo muito tranqüilo”, ressalta o professor.

Rafael também destaca que o trabalho com estes atletas o ajudou a crescer, pois a convivência com estas pessoas traz um grande conhecimento, além de exigir estudo e dedicação de sua parte. “Eles são uma lição de vida. Vi alunos entrarem aqui e evoluírem na fala e nos movimentos. Tive um aluno que não conseguia andar e nem falar, pois havia levado um tiro na nuca. Em apenas seis meses ele conseguia fazer tudo isso. É gratificante ver este crescimento deles”, finaliza.

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