O kartismo no Brasil

O kartismo não é um esporte muito reconhecido aqui no Brasil e a maioria das pessoas procura por kartódromos mais na intenção de se divertir entre amigos, do que praticar o esporte buscando objetivos profissionais.
A CRG é uma empresa italiana, líder na fabricação de chassis e peças para kart. No Brasil, a única sede fica em Curitiba e é encarregada de distribuir as encomendas por todo o país.
A CRG brasileira trabalha da mesma forma que a empresa sede na Itália.
“Temos uma equipe de corrida e pilotos do time, que se desenvolvem aqui. Já fizemos experiências com atletas, como por exemplo, Felipe Fraga, André Pedralli, John Louis e Victor Hugo, que é o piloto oficial da CRG do Brasil”, conta o proprietário da empresa, Thiago Duarte de Mello e Silva.

A organização não fica presa somente aos atletas que participam de competições visando títulos e, futuramente, uma Fórmula 1. “Temos um time e qualquer pessoa que se interessar pelo esporte pode fazer parte dele. Se, por exemplo, tiver uma competição, como o Brasileiro, e a pessoa quiser competir pela equipe oficial, pode entrar em contato com a CRG Brasil na cidade de Curitiba e passamos todos os custos. Caso tenha disponibilidade de arcar com as despesas, o atleta pode se unir a equipe”, explica o empresário.
Normalmente os corredores de kart buscam, além de comprar um motor que gostem, algo que se encaixe na categoria que estão inseridos. As categorias que não aparecem na CRG Brasil são a mirim e a cadete, porque trabalham com um chassi diferente, menor que os normais. A partir da categoria junior menor, já existe disponibilidade de carros. “Somos em 10 pessoas dentro da empresa. No ano de 2012, pretendemos ampliá-la, porque vamos conseguir correr de forma oficial com kart homologado no Brasil, sem precisar de liminar. Desejamos aumentar a produção de carro no país”, comenta Thiago.

O kartismo pode ser praticado, de forma oficial, com crianças a partir dos seis anos de idade e não existe limite de faixa etária para deixar de praticar o esporte. O piloto que visa um futuro dentro do automobilismo precisa buscar notoriedade dentro do esporte ainda muito jovem. “O ideal é que entre os 16 e 17 anos, o atleta já tenha condições de sair do kart para participar de uma Fórmula mesmo, como a Fórmula Futuro, por exemplo”, complementa.
Normalmente, o atleta que entrou no esporte muito tarde, vê o kartismo como um hobby. “É outro mercado na competição, não é tão profissional e não visa o futuro do piloto na mesma intensidade que os pilotos das categorias junior menor, junior, graduado, cadete e mirim”, explica o empresário.

Grandes nomes da Fórmula 1 começaram a carreira em empresas de kart, como a CRG. Pilotos como Sebastian Vetel, Michael Schumacher, Rubinho Barrichello, ainda hoje treinam no kart. “É a melhor forma de treinar os reflexos do que num carro de Fórmula 1. O esforço mental é muito grande para que o atleta consiga controlar aquela situação, adaptar-se a velocidade e, claro que apesar de não parecer, exige esforços de grupos musculares que normalmente não são muito trabalhados. O kart é muito rápido, vai de 0km a 100km em 4 segundos”, explica Thiago.
E, justamente, pelo kart ser um esporte pouco difundido, ele apresenta algumas deficiências. Segundo o empresário, os kartódromos não dão base suficiente para as corridas. Precisam oferecer uma estrutura melhor que comporte os torcedores e apreciadores desta modalidade.

O kartismo é, ainda, um esporte caro, porém a divulgação na mídia é fraca, o marketing é escasso e o mercado é muito informal. As pessoas vêem como uma modalidade de elite e acabam perdendo o interesse. “Além do valor do carro, que custa algo em torno de 15 mil reais, o piloto precisa se preocupar com a manutenção mensal. Os karts, dependendo da equipe do atleta, têm um mecânico, que tem um valor alto, tem a taxa de pista para correr e a gasolina. Sem contar ainda do agravante do pneu, que dura um determinado número de voltas. De forma competitiva, a pessoa consegue fazer 80 voltas, a partir daí os pneus já não têm a mesma performance”, finaliza Thiago.

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